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Legadia
Memória Brasileira · IA
Coleção temática · Rio Grande do Sul

O Estado que mudou o Brasil em 1930.

Da hegemonia castilhista de Borges de Medeiros à Campanha da Legalidade de Brizola — meio século de poder gaúcho contado pelos jornais brasileiros.

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Capítulo 01 · 1893 — 1928

A hegemonia castilhista.

O Rio Grande do Sul nasce republicano pelas mãos de Júlio de Castilhos, que escreve uma Constituição estadual positivista em 1891 e funda o Partido Republicano Rio-grandense. Borges de Medeiros sucede o mestre e governa o estado por 25 anos — um quarto de século de dominação política que formará a base do varguismo.

Júlio de Castilhos
Júlio de Castilhos
Rio Pardo · 1860–1903
Borges de Medeiros
Borges de Medeiros
Caçapava do Sul · 1863–1961
Capítulo 02 · 1930

A Revolução parte do Sul.

Em outubro de 1930, tropas gaúchas partem de Porto Alegre em direção ao Rio de Janeiro. Lideradas por Getúlio Vargas e apoiadas por Osvaldo Aranha, Flores da Cunha e jovens tenentes, derrubam a República Velha. É o fim da política do café-com-leite e o início da Era Vargas — quinze anos consecutivos de poder, mais oito no segundo governo.

Osvaldo Aranha
Osvaldo Aranha
Alegrete · 1894–1960
Flores da Cunha
Flores da Cunha
Santana do Livramento · 1880–1959
Capítulo 03 · 1937 — 1945

Estado Novo e ruptura com Flores.

Vargas decreta o Estado Novo em 1937. Flores da Cunha, governador do RS, era um dos principais opositores — exila-se no Uruguai. Osvaldo Aranha, chanceler, conduz o alinhamento brasileiro aos Aliados. A FEB embarca para a Itália em 1944 com forte participação gaúcha — comandos, oficiais e pracinhas documentados pela revista Em Guarda.

Flores da Cunha
Flores da Cunha
Santana do Livramento · 1880–1959
Osvaldo Aranha
Osvaldo Aranha
Alegrete · 1894–1960
Capítulo 04 · 1945 — 1964

Os herdeiros gaúchos.

Vargas volta em 1951, eleito pelo voto popular. Em 1954 se suicida no Palácio do Catete. O legado passa para o sobrinho-trabalhista João Goulart — Jango, presidente em 1961, deposto em 1964. Antes da posse, Leonel Brizola lidera de Porto Alegre a Campanha da Legalidade — corrente nacional que garante a transmissão do poder.

João Goulart
João Goulart
São Borja · 1919–1976
Leonel Brizola
Leonel Brizola
Carazinho · 1922–2004
Capítulo 05 · 1900 — 1970

Letras e canções gaúchas.

Enquanto a política gaúcha movia o Brasil, a cultura do estado também produzia ícones nacionais. Erico Verissimo escreveu a trilogia épica O Tempo e o Vento, Simões Lopes Neto fundou o regionalismo literário com os Contos Gauchescos, Lupicínio Rodrigues criou o samba dor-de-cotovelo. Mário Quintana, poeta de Alegrete, virou referência da delicadeza modernista.

Cultura gaúcha

Letras, canções e pinturas do Sul.

Enquanto Vargas, Aranha e Brizola moviam o Brasil, o Rio Grande do Sul também produzia ícones culturais nacionais — escritores, sambistas, poetas e pintores cuja obra está sendo catalogada nos jornais brasileiros do século XX.

Obras emblemáticas

Seis criações que saíram do pampa pro Brasil.

O Tempo e o Vento
1949–1962
Trilogia épica · Erico Verissimo

O continente, O retrato, O arquipélago — sete gerações da família Terra/Cambará atravessando 200 anos de história gaúcha.

Contos Gauchescos
1912
Conto regionalista · Simões Lopes Neto

Blau Nunes, o velho peão, narra ao redor da fogueira o universo do pampa, fundando o regionalismo literário brasileiro.

Esses moços, pobres moços
1944
Samba-canção · Lupicínio Rodrigues

A dor-de-cotovelo virou gênero. Lupi inventou o samba que se chora bebendo, e Porto Alegre exportou a fórmula pro Brasil inteiro.

Caderno H
1973
Poesia em prosa · Mário Quintana

Fragmentos, aforismos, pequenas iluminações — o cronista de Alegrete elevou a brevidade à categoria de arte.

Carretéis
1959–1990
Pintura · Iberê Camargo

Os carretéis empilhados — densos, sombrios, esculturais — viraram a marca do maior pintor abstrato gaúcho.

Coração Verde
1926
Poesia modernista · Augusto Meyer

Um dos pioneiros do modernismo no Sul, transitou entre o lirismo regionalista e a vanguarda nacional.

Cobertura jornalística

Onde o RS aparece no acervo.

O Jornal1.596
Correio da Manhã1.406
A Noite1.384
Diário de Notícias725
Diário Carioca681
Correio Paulistano365
Diário da Noite313
Jornal do Brasil174
Coleção em formação

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A próxima fase é a indexação do Correio do Povo, da Federação e do Diário de Notícias do RS — todos em domínio público na Hemeroteca da BN. Isso depende de patrocínio cultural, emenda parlamentar ou apoio individual.